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Eu só quero você
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Hoje eu só quero ser
Um amuleto e seu cais,
Fazer versos, trazer paz,
Ser poeta pra você.
Nunca pense em me deixar,
Pois não sei se viverei
Não serei mais o seu rei,
Nunca mais irei amar.
Amanhã não quero ser
Uma página virada,
Esquecida e desbotada;
Tão inútil pra você.
Nunca pense em me deixar
Pois não sei o que serei,
Nunca mais irei amar,
Sem você não viverei.
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Essa terra é o Brasil!!!
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Essa terra que o sol beija,
Começou pela Bahia;
A mais bela natureza,
Já cantou Gonçalves Dias.
Muitas aves no sertão,
Agora não cantam mais;
Onde estão os animais?
Que alegram o coração.
Já sumiram o nosso ouro
E o nosso jacarandá,
Dilapidam o tesouro,
Faltam tirar o nosso ar!
Com tanta destruição,
Da mais bela natureza;
Aonde vão as riquezas?
E o futuro da Nação?
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A natureza
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Sinto amor e liberdade
Aqui entre os rios e as serras,
Longe da cidade grande,
Na minha querida terra.
Nesta mansidão do tempo,
Reverencio estas matas!
Digo sim à natureza
E não a quem a maltrata.
Com a primavera e as chuvas,
Um novo ciclo se inicia,
É o cio fértil da terra
Turbilhão de fantasia.
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Homenagem a um herói
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Ao herói Hemetério Gonçalves,
Rendo a ti esta simples homenagem
Pela árdua campanha na Itália,
Pela tua bravura e tua coragem.
Na Segunda Guerra Mundial,
Tu foste herói, tu foste forte
E viste a morte junto a teus pés,
Mas o Senhor não quis a tua morte.
Quantos pereceram em combate!
E não tiveram a mesma sorte,
De alguns nem túmulo se conhece,
Só restou saudade, a dor e a prece.
A história será implacável,
Jamais o teu nome esquecerá,
Tu foste por Deus abençoado
E como herói - serás lembrado!
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Tributo a Florianópolis
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Nesta linda cidade eu encontrei:
Uma fonte de mística transparência,
Passando sem pressa, suavemente.
Nesse vagar de inefáveis emoções,
Senti o cheiro do mais embriagador perfume,
Daqueles dos mais minúsculos frascos.
Nesse vicejar de deslumbramentos
Comi do pão que sacia minha fome,
Bebi da água que satisfaz minha sede.
Florianópolis, entre as montanhas e o mar,
Cada dia, tu és mais acolhedora, ainda mais;
Ostentando tua beleza e tua paz!...
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Carreiros e carro de boi
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Homenagem a todos carreiros do Brasil
Que saudade do tempo de menino,
Da colheita de feijão, milho e arroz;
Tempo distante, em Buritis, em Minas,
De um carro e de cinco juntas de bois.
Um dos gostos do meu saudoso pai,
Era levantar-se ao romper do dia
Atrelar-se ao carro oito ou dez bois,
Ir ao labor, prover pão à familia.
Na fumaça do dia, lá estava ele,
Comboio inteiro espalhando poeira;
Mesmo sem ver que levava o progresso
Desbravava o sertão, abria fronteira.
Em muitas ocasiões, fui o guieiro,
Na frente dos bois, abrindo porteira.
Parando onde tivesse que parar;
Conhecido também de candeeiro.
A escolha dos bois era a olho de lince
E ensinados puxar da guia ao coice;
Obedecendo à risca ao carreiro,
Aguerridos como se gente fossem.
A premissa para um carro ser bom
Era cantar, afinado e nos trilhos
E tinha também que estar apertado
E caber quarenta jacás de milho.
As arreatas de madeira e de couro
Depois de cada uso, após cada lida,
Eram untadas ao azeite e polidas
E guardadas, como se fossem de ouro.
As cangas só de madeira de lei,
Ajoujos, brochas, tudo de primeira,
Os canzis feitos de jacarandá;
Só do melhor, cambões e tiradeiras.
Um carro de boi assim é composto:
De três partes distintas, triviais;
Duas rodas, um eixo e de uma mesa,
E que se dividem em outras mais.
As duas rodas se compõem assim:
De quatro cambotas, arreias, dois meões,
Das chapas, dos cravos e engates de aço,
Dando às rodas toda sustentação.
Recai sobre o eixo, a mesa e todo peso
Cabe-lhe executar esta função,
Girando as rodas que ele sustenta;
Num só tempo, o coração e o pulmão.
A mesa é como se fosse o berçário;
A peça maior é o cabeçalho,
As duas chedas vêm nas laterais
Além da escora, recavém e assoalho.
São ainda componentes de uma mesa:
Os cocões, chumaços ou cantadeiras,
O pigarro, a chavelha e os fueiros,
Cavilhas, um argolão de aço e a esteira.
Na maioria das fazendas brasileiras,
Essa preciosidade estava lá,
Feita de bálsamo e de sucupira
Ou de outra madeira que a terra dá.
Durou até fins dos anos sessenta,
O ciclo de ouro do carro de boi;
Produto simples, de grande valor,
Lembrança de um passado que se foi.
Amigos carreiros, heróis do tempo,
Velhos trabalhadores brasileiros
Nesta história vocês terão assento,
E um lugar de honra, grandes guerreiros!
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Buritis
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(Autor: Onofre Ferreira do Prado)
Eu penso em ti
Nas tuas ruas
Nas tuas praças
Nas tuas esquinas
Nas missas de domingo
Nas romarias de setembro
Nas folias de reis
No rio Urucuia
No bem-estar do teu povo
Com todas as crenças
Com todas as ideologias
Sem violência
Sem hipocrisia
A vislumbrar o futuro!
No crepitar do milênio.
Todo o tempo estás em mim,
Mesmo daqui distante
E a todo instante,
Penso e creio em ti!
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